quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Programação Religiosa da Festa de São Sebastião


Mídia: Bento XVI quer Igreja mais presente nas redes sociais


OR | Bento XVI envia a primeira mensagem da sua conta no Twitter, 12.12.2012
Cidade do Vaticano, 24 jan 2013 (Ecclesia) – Bento XVI defendeu hoje que a Igreja Católica tem de estar presente nas “redes sociais digitais”, como o Facebook ou Twitter, onde há centenas de milhões de contas, dada a sua importância.
“O ambiente digital não é um mundo paralelo ou puramente virtual, mas faz parte da realidade quotidiana de muitas pessoas, especialmente dos mais jovens”, refere o Papa, na sua mensagem para o 47º Dia Mundial das Comunicações Sociais, dedicada ao tema «Redes Sociais: portais de Verdade e de Fé, novos espaços de evangelização».
Segundo o Papa, o desafio que as redes sociais têm de enfrentar “é o de serem verdadeiramente abrangentes” para poderem beneficiar da “plena participação dos fiéis que desejam partilhar a Mensagem de Jesus e os valores da dignidade humana que a sua doutrina promove”.
“Os fiéis dão-se conta, cada vez mais, de que, se a Boa Nova não for dada a conhecer também no ambiente digital, poderá ficar fora do alcance da experiência de muitos que consideram importante este espaço existencial”, sublinha.
O texto destaca que as redes sociais, “para além de instrumento de evangelização, podem ser um fator de desenvolvimento humano”, dando como exemplo “contextos geográficos e culturais onde os cristãos se sentem isolados”.
“As redes sociais podem reforçar o sentido da sua unidade efetiva com a comunidade universal dos fiéis”, precisa.
Bento XVI sustenta que estes espaços são “cada vez mais parte do próprio tecido da sociedade” e destaca o seu potencial: “A troca de informações pode transformar-se numa verdadeira comunicação, os contactos podem amadurecer em amizade, as conexões podem facilitar a comunhão”.
A mensagem refere, por outro lado, que o surgimento nas redes sociais do diálogo acerca da fé e do acreditar “confirma a importância e a relevância da religião no debate público e social”.
“Muitas pessoas estão a descobrir – graças precisamente a um contacto inicial feito online – a importância do encontro direto, de experiências de comunidade ou mesmo de peregrinação, que são elementos sempre importantes no caminho da fé”, acrescenta.
Bento XVI dirige-se aos católicos para frisar que “um modo particularmente significativo de dar testemunho é a vontade de se doar a si mesmo aos outros através da disponibilidade para se deixar envolver, pacientemente e com respeito, nas suas questões e nas suas dúvidas”.
O documento deixa um alerta sobre os riscos de “tons demasiado acesos e conflituosos” e de “sensacionalismo” no mundo digital, convidando a um “um cuidadoso discernimento”.
Esta mensagem é publicada anualmente a 24 de janeiro, festa de São Francisco de Sales, padroeiro dos jornalistas.
O Dia Mundial das Comunicações Sociais, que este ano se celebra a 12 de maio - domingo que antecede a solenidade litúrgica de Pentecostes -, foi estabelecido pelo II Concílio do Vaticano através do decreto «Inter Mirifica», de 1963.
Bento XVI inaugurou uma conta pessoal na rede social Twitter no último dia 12 de dezembro, onde conta já com mais de 2,5 milhões de seguidores, em nove línguas, incluindo o português.
OC

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Comunidade da Mandioca prestam homenagem ao Pe.Heleno



 Pe.Heleno se despede da Capela de São Miguel na Comunidade da Mandioca

Fiéis locais lhe prestam as últimas homenagens pelo seu trabalho durante 7 anos na Paróquia! 





Discurso proferido por Vinícius na sua Missa de Envio

Veja o pronunciamento completo de Vinícius Caíque na sua Missa de Envio
19.01.13


“Jesus chamou os discípulos e a multidão e disse: Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me”  (Mt 8, 34)

Caríssimos irmãos em Cristo e Francisco,
Paz e Bem!

         Toda e qualquer missão supõe um envio. Somos chamados a realizar algo. Acreditamos que Deus em sua bondade, ao nos criar, destinou-nos a uma missão específica. Nascemos e vivemos porque fomos chamados, saímos do coração do Altíssimo, passamos pelo mundo, até o dia em que habitaremos na pátria trinitária.
         E com olhos fixos em Jesus, missionário do Pai, autor e consumidor da fé (Hb 3, 1; 12,2), que aprendemos o sentido e o estilo da missão. A Conferencia de Aparecida nos deixou claro que para sermos autênticos missionários é preciso antes ser discípulos. A atitude missionaria começa sempre com um sentimento de profunda estima pelo que há no homem, por aquilo mesmo, no seu íntimo do seu espírito, elaborou em relação dos problemas mais profundos e importantes; trata-se de respeitar tudo o que atuou o Espírito, que sopra onde quer.
         Senhor, que queres que eu faça? Esta era o grande questionamento na vida de Francisco. Uma vez o Papa João Paulo II se referindo ao Santo de Assis disse que o seu maior milagre depois de 800 anos, era a continuar chamar jovens a deixarem tudo e viver o Evangelho de Jesus Cristo em suas pegadas. Muitos perguntam como viver o exemplo de Francisco de Assis? Eu simplesmente lhes afirmo que quando se ama e busca, se é encontrado! E assim vamos dando continuidade a nossa vida.
         Toda e qualquer missão supõe um envio... Mais o momento do envio não é um momento de despedida, é a certeza do céu sobre aqueles que não têm mérito algum sobre a vida que passam a ter. O passado fica aqui, morre como um grão de trigo neste altar, e daqui em diante os meus olhos só avistarão o céu, a eternidade, a qual deverei anunciar sem medo algum. Que a Virgem Maria me acompanhe hoje e sempre.
         Enfim, quero agradecer a todos pelo apoio... Altinho, obrigado pelo acolhimento fraternal. A Paróquia N. Sr. Do Ó, por ter me ensinado e proporcionado a conhecer pessoas maravilhosas, que nunca saíram do meu coração e amor fraternal. Aos familiares, por ter me apoiado mesmo na dor. As Irmãs Sacramentinas, na pessoa de Ir.Vera Lúcia, por ter me acompanhado, acreditado e ter feiro parte da minha história, a minha gratidão. Ao Setor Diocesano da Juventude, no qual durante três anos, vivenciei experiências, partilhas de fé e grandes amizades na qual sempre vou leva-las comigo. Ao Frei Tiago Santos, meu animador vocacional, que durante dois anos de acompanhamento acreditou no Dom da minha vocação. A todos os frades da PRONEB, pelo apoio e pelas partilhas, levando assim para um crescimento intelectual e social. Ao meu Ministro Provincial – Frei Francisco de Assis Barreto, junto com o Frei Jociel Gomes – Definidor da formação inicial, que com alegria e entusiasmo me acolheram para ser admitido a Fraternidade do Sagrado Coração de Jesus em Maceió, a eles meus sinceros agradecimentos pelo voto de confiança.
         Por fim, meus sinceros agradecimentos pela disponibilidade do Pe.Heleno e aos demais membros do Povo de Deus, o meu cordial abraço fraterno. 



Papa pede solidariedade às vítimas das enchentes na Indonésia


Da Redação, com Rádio Vaticano


No final da Audiência Geral desta quarta-feira, 23, o Papa Bento XVI fez um apelo em prol da Indonésia, onde se abatera fortes chuvas.

“Acompanho com preocupação as notícias que chegam da Indonésia, onde uma grande enchente devastou a capital Jacarta, provocando milhares de desabrigados e ingentes prejuízos. Desejo expressar minha proximidade às populações atingidas por esta calamidade natural, garantindo minha oração e encorajando à solidariedade, para que a ninguém falte a ajuda necessária.”

Pelo menos 14 pessoas morreram nos últimos dias em consequência das enchentes sobre a capital da Indonésia.

As inundações forçaram 18 mil pessoas a deixarem suas casas, segundo a Agência de Prevenção de Desastres. As autoridades prepararam mesquitas, hospitais e edifícios públicos da cidade para acolher temporariamente os desabrigados das inundações.

O governador de Jacarta, Joko Widowo, decretou estado de emergência na cidade até 27 de janeiro.

As inundações e os deslizamentos de terra assolam a Indonésia todos os anos durante a estação de chuvas, cujo ápice se verifica entre dezembro e fevereiro.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Novo E-mail para contato!


Nosso novo E-mail: paroquiadoaltinho@outlook.com

Mande-nos sugestões, reclamações, opiniões, artigos, etc.

Campanha da Fraternidade 2013 - Hino CF 2013 Oficial


Sobre os católicos divorciados em segunda união e a Eucaristia


Em primeiro lugar, a situação dos fiéis católicos divorciados e que contraíram uma segunda união constitui um problema complexo e doloroso para a pastoral da Igreja, a qual acompanha com preocupação de Mãe e Mestra. Ela que quer estar perto de seus filhos, inclusive nas situações mais dolorosas com a misericórdia, e não pode nem deve abandonar os seus filhos divorciados que se casam novamente, porém deve ajudar os divorciados, procurando com caridade solícita que eles não se considerem separados da Igreja.

Contudo, diante de questionamentos sobre a mudança da disciplina sobre a restrição da comunhão para os divorciados casados em segunda união, a Igreja, como fez o Beato João Paulo II e o Santo Padre Bento XVI, reafirma a sua prática, fundada na Sagrada Escritura, de não admitir à comunhão eucarística, porque a aliança matrimonial indissolúvel é expressão do amor indissolúvel de Cristo e sua Igreja, do qual a Eucaristia é o sacramento, sendo assim a Eucaristia um sacramento esponsal. A Eucaristia corrobora, confirma a unidade e o amor indissolúvel. A Exortação Apostólica Familiaris Consortium e a Exortação Apostólica Pós-sinodalSacramentum Caritatis afirmam que a situação dos divorciados recasados contradiz objetivamente a união de amor entre Cristo e a Igreja que é significada e realizada na Eucaristia. Outra razão apresentada por João Paulo II é que pode induzir os fiéis ao erro sobre a indissolubilidade do matrimônio. Sabe a Igreja que muitos dos seus filhos até sofrem por conta de que não podem comungar e muitos dos divorciados em segunda união têm conhecimento do valor da Eucaristia na vida do cristão. Mas a Igreja é servidora da Palavra de Deus, não está acima dela. É neste sentido que a Igreja tem atuado. Não se trata de uma punição, mas uma realidade do Evangelho: não esqueçamos que o mesmo Senhor que falou da importância da Eucaristia – “se não comerdes a minha carne e não beberdes o meu sangue não tereis a vida em vós” – também disse: “o que Deus uniu o homem não separe”. Mais do que sentir angústia ou até revolta, os fiéis em segundo casamento devem cultivar no coração o desejo ardente da Eucaristia.

A Igreja sugere a prática da comunhão espiritual, que é o ato piedoso de desejo de se unir espiritualmente ao Senhor na Eucaristia, é desejar receber os efeitos da Eucaristia, embora não possamos dizer que a comunhão espiritual tenha igual valor à comunhão eucarística. Ela é recomendada pelos santos, por exemplo, Beato João Paulo II, Santa Teresa de Jesus, Santo Afonso de Ligório, ao longo da história e muito alimentou os corações de pessoas santas. São Tomás, com doutrina segura, afirma que há duas maneiras de receber a Eucaristia, a sacramental e a espiritual, e que, pela recepção espiritual, recebe-se o efeito deste sacramento: o homem se une a Cristo. A comunhão espiritual inclui o voto ou desejo de receber o sacramento. Na hora da Santa Comunhão, os que estão impossibilitados podem manifestar a Jesus o desejo de recebê-lo e confidenciar a própria situação e confiar nele, oferecendo-se em sacrifício espiritual de louvor, de adoração, de prece, de pedido de misericórdia. E é esta a participação ativa na Missa como nos pede o Concílio Vaticano II.

Por não poderem comungar significa que os divorciados recasados estão fora da Igreja? Não! Eles continuam a pertencer à igreja. A Igreja acompanha com preocupação e atenção de mãe, recomendado que cultivem um estilo cristão de vida, através da participação da Santa Missa, ainda sem receber a comunhão, da escuta da Palavra de Deus, da adoração eucarística, da oração, da cooperação na vida comunitária, do diálogo e acompanhamento com sacerdote na direção espiritual, no serviço da caridade, das obras de penitência, do empenho na educação dos filhos. Isso é pouco? Evidente que não. Ah, se a maioria dos católicos assim vivesse! O Santo Padre Bento XVI recentemente manifestou sua aproximação a estes filhos que estão nesta situação: “Considero grande tarefa duma paróquia, duma comunidade católica, fazer todo o possível para que elas sintam que são amadas, acolhidas, que não estão «fora», apesar de não poderem receber a absolvição nem a Comunhão: devem ver que mesmo assim vivem plenamente na Igreja. Mesmo se não é possível a absolvição na Confissão, não deixa talvez de ser muito importante um contacto permanente com um sacerdote, com um diretor espiritual, para que possam ver que são acompanhadas, guiadas. Além disso, é muito importante também que sintam que a Eucaristia é verdadeira e participam nela se realmente entram em comunhão com o Corpo de Cristo. Mesmo sem a recepção «corporal» do Sacramento, podemos está, espiritualmente, unidos a Cristo no seu Corpo. É importante fazer compreender isto. Oxalá encontrem a possibilidade real de viver uma vida de fé, com a Palavra de Deus, com a comunhão da Igreja, e possam ver que o seu sofrimento é um dom para a Igreja, porque deste modo estão ao serviço de todos mesmo para defender a estabilidade do amor, do Matrimônio; e que este sofrimento não é só um tormento físico e psíquico, mas também um sofrer na comunidade da Igreja pelos grandes valores da nossa fé. Penso que o seu sofrimento, se realmente aceite interiormente, seja um dom para a Igreja. Devem saber que precisamente assim servem a Igreja, estão no coração da Igreja.”

Quanto à solicitação de uma bênção para a segunda união, o respeito pelo sacramento do matrimônio proíbe, afirma João Paulo II, que os pastores, por qualquer motivo ou pretexto mesmo pastoral, fazer, em favor dos divorciados que contraem uma nova união, cerimônia de qualquer gênero porque dariam a impressão de celebração de novas núpcias sacramentais e induziriam em erro sobre a indissolubilidade do matrimônio. Pessoalmente, aconselharia convidar o sacerdote da Paróquia por ocasião de aniversário natalício de um dos cônjuges ou dos filhos ou por ocasião do nascimento dos filhos ou para bênção da residência e, nestes casos, poderia ser dada a bênção própria para esses acontecimentos da vida familiar, segundo o Ritual de Bênção, e não bênção para a segunda união. A bênção matrimonial segundo o Ritual Católico só é possível dentro da celebração do Matrimônio. Os padres não têm autoridade para liberar a comunhão nem para conceder bênção da segunda união ou das alianças e só poderão atuar com verdadeira compaixão e caridade agindo humildemente na verdade.

Se um casal ou um dos cônjuges tem dúvida de que o primeiro matrimônio foi realmente válido, procure a nossa Câmara Eclesiástica, na Cúria Metropolitana, no horário da manhã, nas quartas e sextas-feiras, e poderá receber informações para um possível processo de declaração de nulidade do matrimônio, não de anulação, pois não se anula casamento. O serviço da Pastoral Familiar, em sintonia com o ensinamento da Igreja, tem um setor próprio para acompanhar e ajudar os casais divorciados em segunda união a fim de que se sintam filhos da Igreja e que conheçam a misericórdia de Cristo que veio não para chamar os justos, mas os pecadores que precisam de conversão, e vão conhecendo a verdade do Evangelho – e a verdade liberta – e confiando na lei de Deus e nas disposições da Igreja que protegem o matrimônio e a família, cuidando do bem espiritual de seus filhos.
Pe. Moisés Ferreira de Lima
Vice-chanceler da Cúria e Membro da Comissão Arquidiocesana
de Pastoral para a Doutrina da Fé

Cardeal comenta relação entre Vaticano II e Código Canônico


Da Redação, com Serviço de Informação do Vaticano


Na manhã desta terça-feira, 22, na Sala de Imprensa da Santa Sé, foi apresentado o Dia de Estudos “O Código: uma reforma desejada e solicitada pelo Concílio”.  O estudo acontecerá no dia 25 de janeiro, em Roma, na Sala São Pio X, por ocasião do 30º aniversário da promulgação do Código do Direito Canônico.

Na coletiva, fizeram intervenções o presidente do Pontifício Conselho para os Textos Legislativos, Cardeal Francesco Coccopalmerio, o secretário desse dicastério, Dom Juan Ignácio Arrieta e o Presidente da Fundação Vaticana Joseph Ratzinger – Bento XVI, monseñor Giuseppe Antonio Scotti.

O Cardeal Coccopalmerio abriu sua intervanção recordando que o beato João XXIII, no discurso com o qual anunciou o Concílio Vaticano II em 1959, explicava que a envergadura jurídica do Concílio levaria à esperada renovação do Código de 1917.

“Em sua grande perspectiva, o Papa tinha muito claro que a revisão do Código tinha que guiar-se pela nova eclesiologia surgida de uma cúpula ecumênica e mundial como a do Concílio”, disse.

Dom Francesco também citou diversos exemplos do forte vínculo entre o Concílio Vaticano II e o Código de Direito Canônico. O primeiro deles é a doutrina sobre o episcopado e as relações entre episcopado e primado, ou seja, a colegialidade episcopal. “Não se trata de uma doutrina totalmente nova na consciência profunda da Igreja, mas sim também de uma feliz descoberta”.

Um segundo exemplo é o ensinamento do Concílio sobre laicato e, portanto, sobre a missão, própria e ativa, dos fiéis leigos na vida da Igreja. Mais uma vez, conforme destacou o cardeal, isso não é novidade absoluta, mas também uma redescoberta, através de uma série de normas.

“Trata-se de estruturas que permitem a participação efetiva dos fiéis leigos nas decisões pastorais do bispo ou do pároco. E esta inovação é também a voz eloquente da fiel relação entre Concílio e Código”.

Um terceiro exemplo vem, como disse Dom Francesco, da concepção da paróquia apresentada pelo Concílio e executada pelo Código. “O Concílio concebe a paróquia como comunidade de crentes e não como uma estrutura ou como um território. Isto representa uma importante inovação a respeito da visão anterior. O Código recebe esta concepção, especialmente no cânon 515 e a sanciona com as normas positivas dos cânones seguintes”.

“Em conclusão – finalizou o cardeal – podemos afirmar que a feliz união entre  Concílio Vaticano II e o Código de Direito Canônico produziu frutos de renovação em muitas áreas e em diferentes níveis na vida da Igreja”.

O dia de estudos é promovido pelo Pontifício Conselho para os Textos Legislativos e pelo Instituo Internacional do Direito Canônico e Direito Comparado das Religiões, de Lugano, com o patrocínio da Fundação Vaticana Joseph Ratzinger – Bento XVI e a Fundação João Paulo II. 

Missa de Posse do Pe. Luciano Monteiro


Última Missa do Pe.Heleno em nossa Paróquia

VOCÊ É O NOSSO CONVIDADO ESPECIAL!

PARTICIPE CONOSCO...

Programação da Festa de São Sebastião - 2013

VENHA PARTICIPAR CONOSCO!

PARÓQUIA DE NOSSA SENHORA DO Ó
DIOCESE DE CARUARU

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Família, Juventude, Diálogo e as Redes Sociais

 Os pais, entretanto, são muito mais do que os mestres, pois são os que cooperam com Deus para que se transmita o dom da vida dos filhos e para que estes sejam educados para a vida na sua integridade e totalidade.
A educação privada na família pode ter um horário e uma qualidade bem superior à das melhores escolas públicas e privadas, e por isso, faço um retorno ao grande escritor inglês há pouco mencionado. Chesterton, na mesma obra literária sobre o amor afirmava o seguinte:
Todo o mundo sabe que os mestres têm uma tarefa cansativa e frequentemente heróica, mas não é injusto recordar que nesse sentido têm uma tarefa excepcionalmente feliz.
O cínico diria que o mestre tem a sua felicidade em não ver os resultados do seu próprio ensinamento.
Prefiro limitar-me a dizer que ele não tem a preocupação acrescentada (à sua tarefa) de ter que estima-lo desde o extremo oposto. O mestre raramente está presente quando o estudante morre… raras vezes encontra-se quando a ‘cortina cai’”.
Os pais, porém, têm o grave e grato dever de educar os filhos, sobretudo no período da adolescência e da juventude, para que cheguem a este momento da ‘queda da cortina da vida’ como pessoas maduras, íntegras, humanamente completas, e não só profissional, científica, cultural e socialmente formados.
Conhecemos cada vez com mais detalhes, inclusive dolorosos, a enorme influência que a tecnologia dos instrumentos de comunicação social (televisão, internet, videogames, celular, orkut, facebook, twiter, revistas eletrônicas, you tube, etc.) exerce sobre o tempo e a mente dos pais e dos filhos.
→     Ainda que os números variam segundo os países e o consumo da televisão vem diminuindo em benefício da internet e outros meios que compõem as redes sociais, vale a pena mencionar que, por exemplo, a juventude européia vê 25 horas de televisão por semana e que nos Estados Unidos esse tempo é medido por dia (8 horas diárias de televisão são consumidas por crianças e adolescentes entre os 8 e 17 anos).
→     O crescimento exponencial do uso da internet é notória enquanto que em 2000, 37% dos jovens italianos tinham acesso a esse meio tecnológico, em 2008, na faixa etária 12 a 14 anos, esse índice atingiu o nível de 95%.
O que se percebe no nosso mundo midiático é o império da Comunicação estendendo-se com mais rapidez e profundidade que os antigos impérios do Ocidente e do Oriente. O espantoso de toda essa expansão das redes sociais, benéfica com certeza desde um ponto de vista informativo, é que tanto a família quanto os poderes públicos têm uma preocupação bem menor com essa “dieta midiática escolhida pela juventude” em relação aos problemas de saúde causados pela alimentação atual (vide, por exemplo, a questão da obesidade, da bebida e dos transgênicos).
Na família cabe aos pais o controle dessa “dieta” para que os filhos(as) não estejam com um ‘balanço nutritivo deficiente’ por não saberem usar convenientemente esses meios tecnológicos proporcionados pelo progresso e facilitados pela economia de mercado.
Permitem-me ler o texto que reflete perfeitamente esse “balanço nutritivo deficiente” que deve ser bem controlado dentro de uma família que é realmente educadora e evangelizadora.
Estava baixando do iTunes o trecho de um filme para vê-lo no meu Ipod vídeo enquanto falava com meu primo na Escócia via Skype. Entretanto transmitia por bluetooh um documento worddesde meu celular para a impressora e me questionava por que ainda não tenho o navegador via satélite Tom Tom no meu GPS Treo, fundamental para andar pela cidade na minha moto Vespa. Depois disso li no meu Zagot os editoriais do Washington Post e informei-me rapidamente que filmes passavam nos cinemas do meu bairro e não me interessei por nenhum deles nessa tarde. De repente, sempre na Internet, chega-me uma notícia de agência que diz: ‘primeira mensagem natalina do Papa: homem tecnológico sofre risco de atrofia espiritual’.”
O caráter irônico desse texto refere-se:
1.     Balanço imediato →  cada novo meio de comunicação introduz certamente nas famílias um crédito científico-cultural, mas traz com ele, simultaneamente, um débito humano incrível.
Exemplo:
- desestruturação da família;
- diminuição do pensamento verbal e lógico em “benefício” do pensamento visual e virtual;
- crescimento verificado de dois distúrbios que se refletem no lar e nas escolas → DDA (Desordem de Déficit de Atenção) e DHA (Desordem de Hiperatividade).
- uma ‘paz familiar’ artificial, uma vez que cada membro da família está ‘plugado’ num aparelho eletrônico e não mais discutem… mas também não mais dialogam, não mais se conhecem na intimidade, o mergulho no mundo virtual e alheio aos outros cria um estilo de vida e de pensamentos que acaba modificando os critérios de valorização e, o que é mais grave, gera conteúdos mentais e emocionais que contradizem a natureza e o papel da família natural.
2.     Papa Bento XVI – Mensagem à XLI Jornada Mundial da Comunicações Sociais – 2007.
A educação para os meios deve ser positiva. Colocando as crianças (jovens) diante do que éexcelente, estética e eticamente, se lhes ajuda a desenvolver a própria opinião, a prudência e acapacidade de discernimento… A beleza, espelho do divino, inspira e vivifica os corações e as mentes dos jovens, enquanto que a feiúra e a vulgaridade têm um impacto deprimente nas atitudes e comportamentos”.
Uma das belezas existentes na família é a formosura das conversas – verdadeiros diálogos –, que não consiste só em instruções, tampouco só regras de vida. Creio que na nossa atualidade cultural e científica, influenciada em demasia pela comunicação de massas deveria emergir na família e desde a família um conteúdo mais precioso do diálogo humano, que consistiria em algo que ainda se pode dizer e não mais em algo que se deve informar ou em algo que só se deve visitar ou mostrar ou até vender.
Explico-me melhor → os pais, os avós, os adultos em geral devem preencher suas conversas, seus diálogos, com temas simples, sugestivos e atraentes, pois a juventude – também a infância nos dias de hoje – sabe muitas coisas, conhece muitas novidades tecnológicas e culturais, sabe o que não quer mais, mas ignora profundamente algo que ainda se pode – se deve – dizer, isto é, onovo presente no cotidiano da sua vida juvenil.
A igreja católica é depositária e transmissora do Evangelho, isto é, da Boa Nova que é precisamente a profunda comunhão de vida e de amor que Deus estabeleceu com todos os homens e mulheres através da revelação da sua Intimidade e da sua Encarnação.
Essa Revelação contínua e gradual consiste em um olhar interior que sabe distinguir muito bemaquilo que vem do alto e que está acima de tudo.
Na Igreja doméstica construída sobre o matrimônio entre um homem e uma mulher e aberta à transmissão da vida e da educação dos filhos também há uma profunda comunhão de vida e de amor querida por Deus, e chegou o momento histórico-cultural – também eclesial – da revelação,via diálogo (não via internet, nem redes sociais), daquilo que vem do alto e está acima de tudo, que é o novo diário, que é a nova pessoa que cada um é à medida que os dias, os meses, os anos de vida transcorrem.
Que conteúdo tão pobre está presente na ‘mesmice’ das informações obtidas via internet – violência, sexo, pornografia, linguagem sintetizada, zipada, comentários negativos, teses de mestrado ou doutorado copiadas, críticas e calúnias, anti-valores, etc… –; que riqueza tão grande nesses diálogos intra-familiares e inter-familiares onde os interlocutores – esposos, pais – filhos, irmãos, parentes – ‘mergulham’ no ‘twiter’ da intimidade e revelam o que está acima de tudo e vem do alto: alegrias, tristezas, ideais, vitórias, derrotas, quedas e ascensões, conquistas de valores, encontros inesquecíveis… conhecimentos essenciais…. Deus!
Dom Antonio Augusto Dias Duarte, bispo auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro


segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Confira como foi a Abertura da Festa da Padroeira

 Abertura da Festa - 09/12










25 anos de Ordenação Presbiteral do Pe. Evaraldo Fernandes


convite25anos"Ai de mim se eu não anunciar o Evangelho!" (I Cor: 9,16)
A Paróquia de Nossa Senhora do Ó, nos seus 175 anos de vida e missão neste chão, tem alegria de convidar você e sua família para participar da Concelebração solene dos 25 anos de Ordenação Presbiteral do Pe. Everaldo Fernandes da Silva, que acontecerá no dia 18 de dezembro. Sua presença é motivo de alegria e de entusiasmo para todos nós.


Missa Solene

Local: Matriz de Nossa Senhora do Ó - Altinho/PE
Horário: 10h
Fraternalmente,
Pe. Heleno José Vieira
Pároco

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Mensagem de Bento XVI para a JMJ Rio2013: “Deixem-se atrair pelo Cristo Redentor”


Foi divulgada esta sexta-feira a Mensagem Papa Bento XVI para 28ª Jornada Mundial da Juventude, que será realizada no Rio de Janeiro em julho de 2013. No texto, o Papa renova o convite aos jovens do mundo inteiro para que participem deste importante evento. “A conhecida estátua do Cristo Redentor, que se eleva sobre àquela bela cidade brasileira, será o símbolo eloquente deste convite: seus
papa-bento-xvi-4
 braços abertos são o sinal da acolhida que o Senhor reservará a todos quantos vierem até Ele, e o seu coração retrata o imenso amor que Ele tem por cada um e cada uma de vós. Deixai-vos atrair por Ele!”

Dividida em oito pontos, a Mensagem ressalta que o ano de preparação para o encontro do Rio coincide com o Ano da fé, no início do qual o Sínodo dos Bispos dedicou os seus trabalhos à «nova evangelização para a transmissão da fé cristã». “Queridos jovens, escreve o Papa, sejais envolvidos neste impulso missionário de toda a Igreja: fazer conhecer Cristo é o dom mais precioso que podeis fazer aos outros.”

Leia a íntegra da mensagem de Bento XVI:

MENSAGEM DO PAPA BENTO XVI
PARA A XXVIII JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE
NO RIO DE JANEIRO, EM JULHO DE 2013

«Ide e fazei discípulos entre as nações!» (cf. Mt 28,19)

Queridos jovens,

Desejo fazer chegar a todos vós minha saudação cheia de alegria e afeto. Tenho a certeza que muitos de vós regressastes a casa da Jornada Mundial da Juventude em Madrid mais «enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé» (cf. Col 2,7). Este ano, inspirados pelo tema: «Alegrai-vos sempre no Senhor» (Fil 4,4) celebramos a alegria de ser cristãos nas várias Dioceses. E agora estamo-nos preparando para a próxima Jornada Mundial, que será celebrada no Rio de Janeiro, Brasil, em julho de 2013.

Desejo, em primeiro lugar, renovar a vós o convite para participardes nesse importante evento. A conhecida estátua do Cristo Redentor, que se eleva sobre àquela bela cidade brasileira, será o símbolo eloquente deste convite: seus braços abertos são o sinal da acolhida que o Senhor reservará a todos quantos vierem até Ele, e o seu coração retrata o imenso amor que Ele tem por cada um e cada uma de vós. Deixai-vos atrair por Ele! Vivei essa experiência de encontro com Cristo, junto com tantos outros jovens que se reunirão no Rio para o próximo encontro mundial! Deixai-vos amar por Ele e sereis as testemunhas de que o mundo precisa.

Convido a vos preparardes para a Jornada Mundial do Rio de Janeiro, meditando desde já sobre o tema do encontro: «Ide e fazei discípulos entre as nações» (cf. Mt 28,19). Trata-se da grande exortação missionária que Cristo deixou para toda a Igreja e que permanece atual ainda hoje, dois mil anos depois. Agora este mandato deve ressoar fortemente em vosso coração. O ano de preparação para o encontro do Rio coincide com o Ano da fé, no início do qual o Sínodo dos Bispos dedicou os seus trabalhos à «nova evangelização para a transmissão da fé cristã». Por isso me alegro que também vós, queridos jovens, sejais envolvidos neste impulso missionário de toda a Igreja: fazer conhecer Cristo é o dom mais precioso que podeis fazer aos outros.

1. Uma chamada urgente

A história mostra-nos muitos jovens que, através do dom generoso de si mesmos, contribuíram grandemente para o Reino de Deus e para o desenvolvimento deste mundo, anunciando o Evangelho. Com grande entusiasmo, levaram a Boa Nova do Amor de Deus manifestado em Cristo, com meios e possibilidades muito inferiores àqueles de que dispomos hoje em dia. Penso, por exemplo, no Beato José de Anchieta, jovem jesuíta espanhol do século XVI, que partiu em missão para o Brasil quando tinha menos de vinte anos e se tornou um grande apóstolo do Novo Mundo. Mas penso também em tantos de vós que se dedicam generosamente à missão da Igreja: disto mesmo tive um testemunho surpreendente na Jornada Mundial de Madri, em particular na reunião com os voluntários.

Hoje, não poucos jovens duvidam profundamente que a vida seja um bem, e não veem com clareza o próprio caminho. De um modo geral, diante das dificuldades do mundo contemporâneo, muitos se perguntam: E eu, que posso fazer? A luz da fé ilumina esta escuridão, nos fazendo compreender que toda existência tem um valor inestimável, porque é fruto do amor de Deus. Ele ama mesmo quem se distanciou ou esqueceu d’Ele: tem paciência e espera; mais que isso, deu o seu Filho, morto e ressuscitado, para nos libertar radicalmente do mal. E Cristo enviou os seus discípulos para levar a todos os povos este alegre anúncio de salvação e de vida nova.

A Igreja, para continuar esta missão de evangelização, conta também convosco. Queridos jovens, vós sois os primeiros missionários no meio dos jovens da vossa idade! No final do Concílio Ecumênico Vaticano II, cujo cinquentenário celebramos neste ano, o Servo de Deus Paulo VI entregou aos jovens e às jovens do mundo inteiro uma Mensagem que começava com estas palavras: «É a vós, rapazes e moças de todo o mundo, que o Concílio quer dirigir a sua última mensagem, pois sereis vós a recolher o facho das mãos dos vossos antepassados e a viver no mundo no momento das mais gigantescas transformações da sua história, sois vós quem, recolhendo o melhor do exemplo e do ensinamento dos vossos pais e mestres, ides constituir a sociedade de amanhã: salvar-vos-eis ou perecereis com ela». E concluía com um apelo: «Construí com entusiasmo um mundo melhor que o dos vossos antepassados!» (Mensagem aos jovens, 8 de dezembro de 1965).

Queridos amigos, este convite é extremamente atual. Estamos passando por um período histórico muito particular: o progresso técnico nos deu oportunidades inéditas de interação entre os homens e entre os povos, mas a globalização destas relações só será positiva e fará crescer o mundo em humanidade se estiver fundada não sobre o materialismo mas sobre o amor, a única realidade capaz de encher o coração de cada um e unir as pessoas. Deus é amor. O homem que esquece Deus fica sem esperança e se torna incapaz de amar seu semelhante. Por isso é urgente testemunhar a presença de Deus para que todos possam experimentá-la: está em jogo a salvação da humanidade, a salvação de cada um de nós. Qualquer pessoa que entenda essa necessidade, não poderá deixar de exclamar com São Paulo: «Ai de mim se eu não anunciar o Evangelho» (1 Cor 9,16).

2. Tornai-vos discípulos de Cristo

Esta chamada missionária vos é dirigida também por outro motivo: é necessário para o nosso caminho de fé pessoal. O Beato João Paulo II escrevia: «É dando a fé que ela se fortalece» (Encíclica Redemptoris missio, 2). Ao anunciar o Evangelho, vós mesmos cresceis em um enraizamento cada vez mais profundo em Cristo, vos tornais cristãos maduros. O compromisso missionário é uma dimensão essencial da fé: não se crê verdadeiramente, se não se evangeliza. E o anúncio do Evangelho não pode ser senão consequência da alegria de ter encontrado Cristo e ter descoberto n’Ele a rocha sobre a qual construir a própria existência. Comprometendo-vos no serviço aos demais e no anúncio do Evangelho, a vossa vida, muitas vezes fragmentada entre tantas atividades diversas, encontrará no Senhor a sua unidade; construir-vos-eis também a vós mesmos; crescereis e amadurecereis em humanidade.

Mas, que significa ser missionário? Significa acima de tudo ser discípulo de Cristo e ouvir sem cessar o convite a segui-Lo, o convite a fixar o olhar n’Ele: «Aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração» (Mt 11,29). O discípulo, de fato, é uma pessoa que se põe à escuta da Palavra de Jesus (cf. Lc 10,39), a quem reconhece como o Mestre que nos amou até o dom de sua vida. Trata-se, portanto, de cada um de vós deixar-se plasmar diariamente pela Palavra de Deus: ela vos transformará em amigos do Senhor Jesus, capazes de fazer outros jovens entrar nesta mesma amizade com Ele.

Aconselho-vos a guardar na memória os dons recebidos de Deus, para poder transmiti-los ao vosso redor. Aprendei a reler a vossa história pessoal, tomai consciência também do maravilhoso legado recebido das gerações que vos precederam: tantos cristãos nos transmitiram a fé com coragem, enfrentando obstáculos e incompreensões. Não o esqueçamos jamais! Fazemos parte de uma longa cadeia de homens e mulheres que nos transmitiram a verdade da fé e contam conosco para que outros a recebam. Ser missionário pressupõe o conhecimento deste patrimônio recebido que é a fé da Igreja: é necessário conhecer aquilo em que se crê, para podê-lo anunciar. Como escrevi na introdução do YouCat, o Catecismo para jovens que vos entreguei no Encontro Mundial de Madri, «tendes de conhecer a vossa fé como um especialista em informática domina o sistema operacional de um computador. Tendes de compreendê-la como um bom músico entende uma partitura. Sim, tendes de estar enraizados na fé ainda mais profundamente que a geração dos vossos pais, para enfrentar os desafios e as tentações deste tempo com força e determinação» (Prefácio).

3. Ide!
Jesus enviou os seus discípulos em missão com este mandato: «Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura! Quem crer e for batizado será salvo» (Mc 16,15-16). Evangelizar significa levar aos outros a Boa Nova da salvação, e esta Boa Nova é uma pessoa: Jesus Cristo. Quando O encontro, quando descubro até que ponto sou amado por Deus e salvo por Ele, nasce em mim não apenas o desejo, mas a necessidade de fazê-lo conhecido pelos demais. No início do Evangelho de João, vemos como André, depois de ter encontrado Jesus, se apressa em conduzir a Ele seu irmão Simão (cf. 1,40-42). A evangelização sempre parte do encontro com o Senhor Jesus: quem se aproximou d’Ele e experimentou o seu amor, quer logo partilhar a beleza desse encontro e a alegria que nasce dessa amizade. Quanto mais conhecemos a Cristo, tanto mais queremos anunciá-lo. Quanto mais falamos com Ele, tanto mais queremos falar d’Ele. Quanto mais somos conquistados por Ele, tanto mais desejamos levar outras pessoas para Ele.

Pelo Batismo, que nos gera para a vida nova, o Espírito Santo vem habitar em nós e inflama a nossa mente e o nosso coração: é Ele que nos guia para conhecer a Deus e entrar em uma amizade sempre mais profunda com Cristo. É o Espírito que nos impulsiona a fazer o bem, servindo os outros com o dom de nós mesmos. Depois, através do sacramento da Confirmação, somos fortalecidos pelos seus dons, para testemunhar de modo sempre mais maduro o Evangelho. Assim, o Espírito de amor é a alma da missão: Ele nos impele a sair de nós mesmos para «ir» e evangelizar. Queridos jovens, deixai-vos conduzir pela força do amor de Deus, deixai que este amor vença a tendência de fechar-se no próprio mundo, nos próprios problemas, nos próprios hábitos; tende a coragem de «sair» de vós mesmos para «ir» ao encontro dos outros e guiá-los ao encontro de Deus.

4. Alcançai todos os povos

Cristo ressuscitado enviou os seus discípulos para dar testemunho de sua presença salvífica a todos os povos, porque Deus, no seu amor superabundante, quer que todos sejam salvos e ninguém se perca. Com o sacrifício de amor na Cruz, Jesus abriu o caminho para que todo homem e toda mulher possa conhecer a Deus e entrar em comunhão de amor com Ele. E constituiu uma comunidade de discípulos para levar o anúncio salvífico do Evangelho até os confins da terra, a fim de alcançar os homens e as mulheres de todos os lugares e de todos os tempos. Façamos nosso esse desejo de Deus!

Queridos amigos, estendei o olhar e vede ao vosso redor: tantos jovens perderam o sentido da sua existência. Ide! Cristo precisa de também de vós. Deixai-vos envolver pelo seu amor, sede instrumentos desse amor imenso, para que alcance a todos, especialmente aos «afastados». Alguns encontram-se geograficamente distantes, enquanto outros estão longe porque a sua cultura não dá espaço para Deus; alguns ainda não acolheram o Evangelho pessoalmente, enquanto outros, apesar de o terem recebido, vivem como se Deus não existisse. A todos abramos a porta do nosso coração; procuremos entrar em diálogo com simplicidade e respeito: este diálogo, se vivido com uma amizade verdadeira, dará seus frutos. Os «povos», aos quais somos enviados, não são apenas os outros Países do mundo, mas também os diversos âmbitos de vida: as famílias, os bairros, os ambientes de estudo ou de trabalho, os grupos de amigos e os locais de lazer. O jubiloso anúncio do Evangelho se destina a todos os âmbitos da nossa vida, sem exceção.

Gostaria de destacar dois campos, nos quais deve fazer-se ainda mais solícito o vosso empenho missionário. O primeiro é o das comunicações sociais, em particular o mundo da internet. Como tive já oportunidade de dizer-vos, queridos jovens, «senti-vos comprometidos a introduzir na cultura deste novo ambiente comunicador e informativo os valores sobre os quais assenta a vossa vida! [...] A vós, jovens, que vos encontrais quase espontaneamente em sintonia com estes novos meios de comunicação, compete de modo particular a tarefa da evangelização deste “continente digital”» (Mensagem para o XLIII Dia Mundial das Comunicações Sociais, 24 de maio de 2009). Aprendei, portanto, a usar com sabedoria este meio, levando em conta também os perigos que ele traz consigo, particularmente o risco da dependência, de confundir o mundo real com o virtual, de substituir o encontro e o diálogo direto com as pessoas por contatos na rede.

O segundo campo é o da mobilidade. Hoje são sempre mais numerosos os jovens que viajam, seja por motivos de estudo ou de trabalho, seja por diversão. Mas penso também em todos os movimentos migratórios, que levam milhões de pessoas, frequentemente jovens, a se transferir e mudar de Região ou País, por razões econômicas ou sociais. Também estes fenômenos podem se tornar ocasiões providenciais para a difusão do Evangelho. Queridos jovens, não tenhais medo de testemunhar a vossa fé também nesses contextos: para aqueles com quem vos deparareis, é um dom precioso a comunicação da alegria do encontro com Cristo.

5. Fazei discípulos!
Penso que já várias vezes experimentastes a dificuldade de envolver os jovens da vossa idade na experiência da fé. Frequentemente tereis constatado que em muitos deles, especialmente em certas fases do caminho da vida, existe o desejo de conhecer a Cristo e viver os valores do Evangelho, mas tal desejo é acompanhado pela sensação de ser inadequados e incapazes. Que fazer? Em primeiro lugar, a vossa solicitude e a simplicidade do vosso testemunho serão um canal através do qual Deus poderá tocar seu coração. O anúncio de Cristo não passa somente através das palavras, mas deve envolver toda a vida e traduzir-se em gestos de amor. A ação de evangelizar nasce do amor que Cristo infundiu em nós; por isso, o nosso amor deve conformar-se sempre mais ao d’Ele. Como o bom Samaritano, devemos manter-nos solidários com quem encontramos, sabendo escutar, compreender e ajudar, para conduzir, quem procura a verdade e o sentido da vida, à casa de Deus que é a Igreja, onde há esperança e salvação (cf. Lc 10,29-37). Queridos amigos, nunca esqueçais que o primeiro ato de amor que podeis fazer ao próximo é partilhar a fonte da nossa esperança: quem não dá Deus, dá muito pouco. Aos seus apóstolos, Jesus ordena: «Fazei discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, e ensinando-os a observar tudo o que vos ordenei» (Mt 28,19-20). Os meios que temos para «fazer discípulos» são principalmente o Batismo e a catequese. Isto significa que devemos conduzir as pessoas que estamos evangelizando ao encontro com Cristo vivo, particularmente na sua Palavra e nos Sacramentos: assim poderão crer n’Ele, conhecerão a Deus e viverão da sua graça. Gostaria que cada um de vós se perguntasse: Alguma vez tive a coragem de propor o Batismo a jovens que ainda não o receberam? Convidei alguém a seguir um caminho de descoberta da fé cristã? Queridos amigos, não tenhais medo de propor aos jovens da vossa idade o encontro com Cristo. Invocai o Espírito Santo: Ele vos guiará para entrardes sempre mais no conhecimento e no amor de Cristo, e vos tornará criativos na transmissão do Evangelho.

6. Firmes na fé

Diante das dificuldades na missão de evangelizar, às vezes sereis tentados a dizer como o profeta Jeremias: «Ah! Senhor Deus, eu não sei falar, sou muito novo». Mas, também a vós, Deus responde: «Não digas que és muito novo; a todos a quem eu te enviar, irás» (Jr 1,6-7). Quando vos sentirdes inadequados, incapazes e frágeis para anunciar e testemunhar a fé, não tenhais medo. A evangelização não é uma iniciativa nossa nem depende primariamente dos nossos talentos, mas é uma resposta confiante e obediente à chamada de Deus, e portanto não se baseia sobre a nossa força, mas na d’Ele. Isso mesmo experimentou o apóstolo Paulo: «Trazemos esse tesouro em vasos de barro, para que todos reconheçam que este poder extraordinário vem de Deus e não de nós» (2 Cor 4,7).

Por isso convido-vos a enraizar-vos na oração e nos sacramentos. A evangelização autêntica nasce sempre da oração e é sustentada por esta: para poder falar de Deus, devemos primeiro falar com Deus. E, na oração, confiamos ao Senhor as pessoas às quais somos enviados, suplicando-Lhe que toque o seu coração; pedimos ao Espírito Santo que nos torne seus instrumentos para a salvação dessas pessoas; pedimos a Cristo que coloque as palavras nos nossos lábios e faça de nós sinais do seu amor. E, de modo mais geral, rezamos pela missão de toda a Igreja, de acordo com a ordem explícita de Jesus: «Pedi, pois, ao dono da messe que envie trabalhadores para a sua colheita!» (Mt 9,38). Sabei encontrar na Eucaristia a fonte da vossa vida de fé e do vosso testemunho cristão, participando com fidelidade na Missa ao domingo e sempre que possível também durante a semana. Recorrei frequentemente ao sacramento da Reconciliação: é um encontro precioso com a misericórdia de Deus que nos acolhe, perdoa e renova os nossos corações na caridade. E, se ainda não o recebestes, não hesiteis em receber o sacramento da Confirmação ou Crisma preparando-vos com cuidado e solicitude. Junto com a Eucaristia, esse é o sacramento da missão, porque nos dá a força e o amor do Espírito Santo para professar sem medo a fé. Encorajo-vos ainda à prática da adoração eucarística: permanecer à escuta e em diálogo com Jesus presente no Santíssimo Sacramento, torna-se ponto de partida para um renovado impulso missionário.

Se seguirdes este caminho, o próprio Cristo vos dará a capacidade de ser plenamente fiéis à sua Palavra e de testemunhá-Lo com lealdade e coragem. Algumas vezes sereis chamados a dar provas de perseverança, particularmente quando a Palavra de Deus suscitar reservas ou oposições. Em certas regiões do mundo, alguns de vós sofrem por não poder testemunhar publicamente a fé em Cristo, por falta de liberdade religiosa. E há quem já tenha pagado com a vida o preço da própria pertença à Igreja. Encorajo-vos a permanecer firmes na fé, certos de que Cristo está ao vosso lado em todas as provas. Ele vos repete: «Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo tipo de mal contra vós, por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus» (Mt 5,11-12).

7. Com toda a Igreja

Queridos jovens, para permanecer firmes na confissão da fé cristã nos vários lugares onde sois enviados, precisais da Igreja. Ninguém pode ser testemunha do Evangelho sozinho. Jesus enviou em missão os seus discípulos juntos: o mandato «fazei discípulos» é formulado no plural. Assim, é sempre como membros da comunidade cristã que prestamos o nosso testemunho, e a nossa missão torna-se fecunda pela comunhão que vivemos na Igreja: seremos reconhecidos como discípulos de Cristo pela unidade e o amor que tivermos uns com os outros (cf. Jo 13,35). Agradeço ao Senhor pela preciosa obra de evangelização que realizam as nossas comunidades cristãs, as nossas paróquias, os nossos movimentos eclesiais. Os frutos desta evangelização pertencem a toda a Igreja: «um é o que semeia e outro o que colhe», dizia Jesus (Jo 4,37).

A propósito, não posso deixar de dar graças pelo grande dom dos missionários, que dedicam toda a sua vida ao anúncio do Evangelho até os confins da terra. Do mesmo modo bendigo o Senhor pelos sacerdotes e os consagrados, que ofertam inteiramente as suas vidas para que Jesus Cristo seja anunciado e amado. Desejo aqui encorajar os jovens chamados por Deus a alguma dessas vocações, para que se comprometam com entusiasmo: «Há mais alegria em dar do que em receber!» (At 20,35). Àqueles que deixam tudo para segui-Lo, Jesus prometeu o cêntuplo e a vida eterna (cf. Mt 19,29).

Dou graças também por todos os fiéis leigos que se empenham por viver o seu dia-a-dia como missão, nos diversos lugares onde se encontram, tanto em família como no trabalho, para que Cristo seja amado e cresça o Reino de Deus. Penso particularmente em quantos atuam no campo da educação, da saúde, do mundo empresarial, da política e da economia, e em tantos outros âmbitos do apostolado dos leigos. Cristo precisa do vosso empenho e do vosso testemunho. Que nada – nem as dificuldades, nem as incompreensões – vos faça renunciar a levar o Evangelho de Cristo aos lugares onde vos encontrais: cada um de vós é precioso no grande mosaico da evangelização!

8. «Aqui estou, Senhor!»

Em suma, queridos jovens, queria vos convidar a escutar no íntimo de vós mesmos a chamada de Jesus para anunciar o seu Evangelho. Como mostra a grande estátua do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, o seu coração está aberto para amar a todos sem distinção, e seus braços estendidos para alcançar a cada um. Sede vós o coração e os braços de Jesus. Ide testemunhar o seu amor, sede os novos missionários animados pelo seu amor e acolhimento. Segui o exemplo dos grandes missionários da Igreja, como São Francisco Xavier e muitos outros.

No final da Jornada Mundial da Juventude em Madrid, dei a bênção a alguns jovens de diferentes continentes que partiam em missão. Representavam a multidão de jovens que, fazendo eco às palavras do profeta Isaías, diziam ao Senhor: «Aqui estou! Envia-me» (Is 6,8). A Igreja tem confiança em vós e vos está profundamente grata pela alegria e o dinamismo que trazeis: usai os vossos talentos generosamente ao serviço do anúncio do Evangelho. Sabemos que o Espírito Santo se dá a quantos, com humildade de coração, se tornam disponíveis para tal anúncio. E não tenhais medo! Jesus, Salvador do mundo, está conosco todos os dias, até o fim dos tempos (cf. Mt 28,20).

Dirigido aos jovens de toda a terra, este apelo assume uma importância particular para vós, queridos jovens da América Latina. De fato, na V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano, realizada em Aparecida, no ano de 2007, os bispos lançaram uma «missão continental». E os jovens, que constituem a maioria da população naquele continente, representam uma força importante e preciosa para a Igreja e para a sociedade. Por isso sede vós os primeiros missionários. Agora que a Jornada Mundial da Juventude retorna à América Latina, exorto todos os jovens do continente: transmiti aos vossos coetâneos do mundo inteiro o entusiasmo da vossa fé.

A Virgem Maria, Estrela da Nova Evangelização, também invocada sob os títulos de Nossa Senhora Aparecida e Nossa Senhora de Guadalupe, acompanhe cada um de vós em vossa missão de testemunhas do amor de Deus. A todos, com especial carinho, concedo a minha Bênção Apostólica.

Vaticano, 18 de outubro de 2012.